Publicado quarta, 15 de abril de 2026

O deputado federal Odair Cunha foi eleito, nesta terça-feira (14), para ministro do Tribunal de Contas da União - TCU. Eleito com 303 votos no Plenário da Câmara dos Deputados, Odair substituirá o ministro Aroldo Cedraz, que se aposentou. Entre as atribuições do TCU, estão a análise das contas prestadas anualmente pelo presidente da República, a fiscalização da aplicação de recursos públicos federais, entre outras.
Durante seu discurso, Odair defendeu que o TCU não deve paralisar políticas públicas, mas auxiliar o Legislativo. "O tribunal não deve ser entrave, mas farol da boa gestão. É com esse espírito que defendo a função orientadora deste tribunal, que ajude o gestor a acertar, previna problemas e evite desperdícios antes que eles aconteçam". Após a eleição, o deputado agradeceu o apoio dos deputados e dos partidos que o apoiaram. “Mais que uma honraria, essa é também uma grande responsabilidade. Agradeço ao presidente da câmara dos Deputados, Hugo Motta, aos líderes dos 12 partidos e aos colegas parlamentares pela confiança. Atuarei no TCU como sempre me comportei em todos os aspectos da minha vida: com palavra e compromisso. Respeitando sempre a nossa Constituição, o interesse público e o nosso país”.
Durante seus seis mandatos como deputado federal, Odair relatou de 230 propostas transformadas em lei, entre elas a que criou o programa Bolsa Família (Lei 10.836/04). O deputado também é autor de 18 projetos que viraram lei. Entre eles, o que originou a Lei 14.148/21, que retomou e reformulou incentivos do Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado em 2021 para ajudar empresas que tiveram de paralisar as atividades durante a pandemia de Covid-19. Ainda, foi líder da bancada do Partido dos Trabalhadores e ocupou os cargos de Segundo e Terceiro Secretário da Mesa Diretora.
A indicação de Odair contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e de uma coalizão formada por MDB, PT, PDT, PCdoB, PSB e Republicanos. A indicação ainda será analisada pelo Senado.
Com informações da Agência Câmara de Notícias