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Guaxupé, 13 de maio de 2026


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MP de Santa Catarina diz que cão Orelha não foi morto por adolescentes

Publicado terça, 12 de maio de 2026





Após análise de quase dois mil arquivos digitais, vídeos e laudos técnicos, o Ministério Público de Santa Catarina (MP-SC) concluiu que o cão comunitário conhecido como Orelha não morreu em decorrência de agressões cometidas por adolescentes, como apontava a investigação inicial da Polícia Civil. Segundo o órgão, a morte do animal ocorreu devido a uma condição grave e preexistente. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (12) e o MP solicitou à Justiça o arquivamento do caso.

O episódio, ocorrido em janeiro deste ano, teve grande repercussão nacional. À época, a Polícia Civil apontou que o cachorro teria sido atacado cruelmente na Praia Brava, em Florianópolis, e pediu a internação de um dos jovens suspeitos. No entanto, a promotoria afirma que os adolescentes e o animal “não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão”.

Reconstituição dos fatos

A análise minuciosa identificou inconsistências nos horários registrados pelas câmeras de segurança, com defasagem de cerca de 30 minutos entre sistemas diferentes. Testemunhas também relataram não ter visto o cão na praia no início da manhã. Segundo o MP, enquanto o jovem estava na orla, Orelha encontrava-se a aproximadamente 600 metros de distância.

Além disso, imagens mostraram que o animal mantinha plena capacidade motora quase uma hora após o horário em que teria ocorrido a suposta agressão, afastando a hipótese de que estivesse debilitado.

Laudos periciais

A exumação do corpo e exames veterinários revelaram que não havia fraturas ou lesões compatíveis com violência humana. O cão apresentava sinais de osteomielite crônica na região maxilar esquerda, possivelmente relacionada a doença periodontal avançada. A lesão identificada era antiga e compatível com infecção prolongada, descartando maus-tratos recentes.

Arquivamento e providências

Além de pedir o arquivamento do caso principal, o MP também encerrou o inquérito que investigava suposta coação de testemunhas por familiares dos adolescentes. O órgão solicitou ainda que a Corregedoria da Polícia Civil analise possíveis irregularidades na investigação e que seja apurada a divulgação de informações sigilosas à imprensa.

A Polícia Civil informou que concluiu suas investigações e encaminhou os autos ao Ministério Público, responsável por decidir sobre denúncia ou arquivamento.




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