Publicado terça, 19 de maio de 2026

Finalizando os pronunciamentos no Grande Expediente, a vereadora Rosilene Aparecida da Silva, alinhando-se às falas anteriores dos vereadores Carlão e Pedro Alves, manifestou sua profunda indignação com as ofensas generalizadas proferidas contra os vereadores nas redes sociais e nas ruas, além de trazer uma reflexão contundente sobre o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
"Nunca se teve tanta liberdade de acesso"
Ex-funcionária da Secretaria Municipal de Saúde, Rosilene contestou o rótulo de que os parlamentares seriam omissos. Ela argumentou que, historicamente, a atual formação da Câmara é uma das mais acessíveis que o município já teve.
"Meu celular toca a partir das 7 horas da manhã com pedidos de ajuda para cirurgias e exames. Nós não somos um bando de vagabundos. Antigamente, vereador nem dava 'oi' para o povo na rua. Hoje, a população tem total liberdade de chegar até nós, mas as pessoas precisam entender que nós não temos o poder da caneta, dependemos do Executivo", desabafou a vereadora.
Rosilene revelou ainda que tem enfrentado situações desconfortáveis no dia a dia da cidade, sendo cobrada de forma agressiva e aos gritos em locais públicos. A parlamentar criticou a falta de respeito e de amor ao próximo: "Sei bem o papel que temos aqui e trabalho por todos, mas não vou aceitar falta de respeito nem discussão no meio da rua".
Combate ao Abuso Infantil
Aproveitando o dia 18 de maio, data oficial de mobilização do "Maio Laranja", a vereadora trouxe ao plenário um caso de grande repercussão nacional: o assassinato de uma criança e o espancamento grave de seu irmão gêmeo por um jovem de 17 anos, que era padrasto das vítimas.
Rosilene criticou a legislação penal brasileira, que trata o autor como "menor infrator" em vez de assassino devido à idade. Diante do fato, a parlamentar fez um apelo direto e emocionado às mães de Guaxupé, especialmente às mães solo. A vereadora alertou sobre a importância de conhecer bem os parceiros antes de inseri-los no convívio familiar. E destacou que a segurança e o bem-estar das crianças devem vir sempre em primeiro lugar na escolha de um novo matrimônio.
"A Bíblia diz que no final dos tempos o amor de muitos esfriaria, e estamos vivenciando isso. Precisamos proteger nossas crianças", concluiu a vereadora, encerrando a rodada de pronunciamentos marcada pelo tom humano, cobranças por respeito institucional e reflexão social.