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Guaxupé, 28 de maio de 2026


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Milho safrinha no Sul de Minas enfrenta desafios climáticos e exige atenção redobrada dos produtores

Publicado quinta, 28 de maio de 2026





O milho safrinha 2025/2026 no Sul de Minas Gerais atravessa um período decisivo. Com o avanço do ciclo produtivo, produtores da região enfrentam desafios que exigem monitoramento constante das lavouras: irregularidade climática, pressão crescente de pragas e, em alguns casos, semeadura realizada fora da janela ideal — consequência dos atrasos na colheita da soja.

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa para a segunda safra de milho no país é de 108,4 milhões de toneladas. No Sul de Minas, o cenário reflete as mesmas tensões observadas em outras regiões produtoras: lavouras em estágios distintos de desenvolvimento, com ritmos variados de crescimento que demandam atenção individualizada por parte dos produtores.

"Cada produtor vive uma realidade diferente nesta safrinha. Quem conseguiu semear dentro da janela adequada tem lavouras mais uniformes e com melhor potencial produtivo. Quem atrasou o plantio precisa estar ainda mais atento ao clima e ao avanço de pragas, porque qualquer descuido nessa fase pode comprometer o resultado final", afirma Marco Castelli, diretor comercial da Agrobom, empresa especializada em armazenagem e comercialização de grãos no Sul de Minas.

Segundo Castelli, o monitoramento frequente das lavouras é indispensável neste momento do ciclo. A irregularidade das chuvas no período crítico de florescimento e enchimento de grãos pode reduzir significativamente a produtividade, especialmente nas áreas semeadas mais tarde. Ao mesmo tempo, o calor e a umidade criam condições favoráveis para o avanço de pragas como a lagarta-do-cartucho, que exige resposta rápida quando identificada.

"O milho é uma cultura com grande importância econômica para o Sul de Minas. Planejamento, acompanhamento constante e decisões rápidas no campo fazem diferença para que o produtor consiga aproveitar melhor o potencial da safra e as oportunidades de comercialização", destaca o diretor comercial da Agrobom.

Para a empresa, que atua na ponta da cadeia com estrutura de armazenagem e comercialização voltada ao produtor regional, o momento também é de atenção ao mercado. A volatilidade nos preços do milho segue influenciada pelo desempenho da segunda safra em nível nacional, o que torna o acompanhamento das cotações igualmente estratégico para quem ainda define o momento da venda da produção.




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