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SAUDADE E FÚRIA “SABOR DE VIDRO E CORTE”

Publicado quinta, 24 de setembro de 2020





Dificuldades em fazer o bem que se quer, facilidade em fazer o mal que mais detesta.

Mentira transformada em verdade... Trevas sendo mais procuradas e valorizadas que a luz.

Lobo convencendo mais, cordeiro já não comove mais.

De tanto joio plantado, já nem vemos mais o trigo sufocado.

Será a nossa natureza inclinada à concupiscência? Será o mundo ensandecido e abarrotado de propostas permissivas?

Rupturas ao longo do processo de desenvolvimento de um ser humano geram mágoas, frustrações, angústias de alma.

Onde deveria surgir o amor, o desamor cria raízes profundas.

No passar do tempo, todas as vezes em que o indivíduo ferido estiver diante de pessoas ou situações que lhe fizerem recordar – direta ou indiretamente – a ausência da ternura, surge então a saudade do que deveria ter experimentado, mas não viveu.

Acumuladas as mágoas, maiores serão as chances de erupções de fúria, assustando a todos, por ser algo de força desproporcionalmente exagerado ao evento causador do desequilíbrio.

Eis o perigo de sempre da falta de amor.

Qual é o remédio para curar essa doença comportamental senão o próprio amor!

O próprio amor faz crescer o amor próprio e desenvolver o amor pelo próximo.

É assim, perseverantes no amor, que deixaremos de sentir o “sabor de vidro e corte”, pra utilizar aqui uma expressão de Milton Nascimento.

Eis então que nos será revelado: a esperança do reencontro é mais forte que a angústia da saudade.

Rodrigo Fernando Ribeiro

Psicólogo – CRP-04/26033


COLUNISTA
Rodrigo Fernando Ribeiro
Psicólogo - CRP-04/26033
(Contato: 35 9 8875-5030)


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