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POUCO RECURSO PARA EXIGÊNCIAS DEMAIS

Publicado terça, 27 de outubro de 2020





Para montar uma equipe destinada ao acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade, de acordo com o que determina o Estatuto da Criança e do Adolescente, o conhecido ECA, é preciso selecionar profissionais qualificados e contratar em valores compatíveis com o mercado.

Vai precisar de coordenador, assistente social, psicólogo, educador/cuidador e auxiliar de educador/cuidador para um grupo máximo de vinte crianças e adolescentes.

Nas inspeções anuais, o Conselho Nacional do Ministério Público executa uma fiscalização detalhada desse serviço.

Para as contratações, principalmente de cuidadores, há de se levar em conta a faixa etária de zero a dezoito anos, as condições de saúde e outras necessidades especiais de cada criança e adolescente e cuidar durante 24 horas por dia, todos os dias do mês. Tem ainda a alimentação, vestimentas, cuidados com a saúde, água, energia, material de limpeza e muitos outros itens. Não fica barato mesmo.

Outro fator importante a se considerar é que o nível de produtividade exigido em uma empresa não se aplica neste caso, onde você precisa de muitas pessoas para cuidar de um número relativamente pequeno de acolhidos. São vidas frágeis, carregadas de perdas, com um futuro a ser construído.


Ano após ano as entidades locais vêm se debatendo para fechar as contas, consequência da dotação insuficiente de recursos públicos.

Mas, o que fazer quando não há escolhas?

 

A proposta para o orçamento de 2021 do município, como se pretende distribuir, repete basicamente o mesmo tratamento de anos anteriores para a área social. Os valores se situam muito aquém do necessário.

Espera-se que o executivo e o legislativo se sensibilizem, voltem sua atenção para essa área extremamente importante e revejam os números sob outro ponto de vista, se necessário ouvindo os interessados.

Vicente Silvério Marques
O autor é voluntário da Casa da Criança.


COLUNISTA


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