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Guaxupé, 30 de janeiro de 2026


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Como preparar o sono das crianças para o retorno à rotina escolar

Publicado sexta, 23 de janeiro de 2026





Com a proximidade do retorno às aulas, muitas famílias precisam retomar a rotina após o período de férias, especialmente no que diz respeito ao sono de crianças e adolescentes. Durante o recesso escolar, é comum que os horários para dormir e acordar fiquem desregulados, o que pode dificultar a adaptação às exigências do período letivo. Para minimizar esse impacto, a orientação é iniciar a reorganização do sono alguns dias antes da volta às aulas, ajustando o relógio biológico de forma progressiva, entre três e cinco dias.

Segundo o neurologista com especialização em sono, Shigueo Yonekura, a mudança gradual nos horários favorece uma adaptação mais tranquila do organismo. “O ideal é que os pais comecem a antecipar, pouco a pouco, o horário de dormir e de acordar das crianças e adolescentes, até que a rotina esteja compatível com o ritmo escolar”, orienta o médico.

Outro ponto importante é a criação de um ritual de preparação para o sono. Atividades calmas, como leitura ou conversas tranquilas, ajudam o cérebro a entender que é hora de desacelerar. Em contrapartida, conteúdos estimulantes, como videogames e programas com cenas de violência, devem ser evitados à noite, pois aumentam a liberação de adrenalina e dificultam o início do sono.

O uso de dispositivos eletrônicos antes de dormir também merece atenção. Celulares, tablets e outros aparelhos emitem luz azul, que interfere na produção de melatonina, hormônio fundamental para a regulação do sono. “Essa luz pode enganar o cérebro, atrasando a liberação da melatonina e dificultando o adormecer”, explica o neurologista.

Além disso, atividades físicas intensas no período noturno não são recomendadas. O ideal é manter um intervalo de pelo menos três a quatro horas entre o exercício e o horário de deitar. Garantir um ambiente adequado para o descanso também faz diferença: quarto silencioso, escuro e com temperatura confortável contribuem para um sono de melhor qualidade.

Com formação em sono pelo Hospital das Clínicas da USP, o médico reforça que a necessidade de horas de sono varia conforme a idade. Crianças precisam, em média, de cerca de dez horas de sono por noite, enquanto adolescentes necessitam de nove horas. A privação de sono pode resultar em dificuldade de concentração, irritabilidade, dores de cabeça e queda no rendimento escolar.

O neurologista ressalta ainda que dormir bem é essencial não apenas para o aprendizado, mas também para a memória e o crescimento, tornando o sono um aliado fundamental no desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes.




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