Publicado sexta, 12 de dezembro de 2025

Na última segunda-feira, 08 de dezembro, o médico e provedor da Santa Casa de Misericórdia de Guaxupé, Ângelo Lara, utilizou a tribuna popular da Câmara Municipal para expor a situação da instituição e anunciar a ampliação do Pronto Socorro.
Segundo o provedor, mais de 80% dos atendimentos realizados pelo hospital são feitos através do SUS, que sofre de um “subfinanciamento histórico”. Isso obriga a Santa Casa a depender diariamente de complementações financeiras e de emendas parlamentares.
Balanço de atendimentos
Entre 1º de janeiro e 07 de dezembro de 2025, foram registrados:
-68.153 atendimentos no Pronto Socorro
-20.643 sessões de hemodiálise
-6.020 internações
-4.030 cirurgias
-1.668 tomografias
Desafios financeiros
Dr. Ângelo destacou as dificuldades impostas pelo programa estadual “Valora Minas”, cuja defasagem nos repasses gera um prejuízo anual de cerca de R$ 3 milhões à instituição.
O exercício de 2024 foi encerrado com déficit de R$ 1,5 milhão, obrigando a contratação de um financiamento de R$ 2,4 milhões para garantir salários e despesas essenciais. Ao assumir a diretoria, em janeiro, o déficit mensal era de R$ 400 mil, valor que foi reduzido à metade após renegociação de contratos e corte de desperdícios.
Graças ao apoio da Exportadora de Café Guaxupé e da Família Barbosa, foi possível perfurar o terceiro poço artesiano, medida que reduziu significativamente os custos com água.
Transparência e mutirões
A contabilidade da Santa Casa foi reformulada para assegurar transparência e clareza nos dados. Além disso, foram realizados mutirões de cirurgias eletivas, com apoio de médicos locais e equipes externas.
Segundo o provedor, a fila de cirurgias ortopédicas de joelho foi praticamente zerada. Em novembro, uma parceria com o Hospital Albert Einstein possibilitou um mutirão de cirurgias ginecológicas. Para janeiro de 2026, estão previstas dezenas de procedimentos de varizes e outras especialidades.
Ampliação do Pronto Socorro
Atualmente, o Pronto Socorro atende pacientes de Guaxupé e de outros oito municípios da região, mas já não possui capacidade para absorver a demanda.
A obra de ampliação está orçada em R$ 3,8 milhões, com previsão de mais R$ 2 milhões em equipamentos. Para o provedor, trata-se de um marco histórico para a saúde pública do município: “A ampliação não é apenas uma obra, é um marco histórico na saúde de Guaxupé”, afirmou.