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Viajantes da eternidade

Publicado segunda, 29 de dezembro de 2025





"É proibido proibir."

Você já ouviu essa mensagem?

Já leu essa frase em algum lugar?

 

Cuidado com essa frase.

Ela quer dizer que tudo é permitido e tudo deve ser aceito, compreendido.

Aqui está um grave erro. Aqui está o grande perigo.

 

Tudo é permitido? Não, nem tudo é permitido.

"Se Deus não existisse, tudo seria permitido" (Dostoiévski).

 

Liberdade é um conceito que não pode ser confundido com libertinagem.

Liberdade significa respeito, responsabilidade. 

A libertinagem é zombaria e reprodução da maldade.

 

Tudo deve ser aceito, compreendido? Não, nem tudo deve ser aceito, e nem tudo pode ser compreendido, no sentido, por exemplo, de um crime realizado, confirmado e, posteriormente, o criminoso sendo irresponsavelmente inocentado e, pior, libertado. 

Tolerância tem limites. Repito: Tolerância tem limites.

 

Quando tratamos um ser humano enquanto ser humano, a tendência é ele responder enquanto ser humano. No entanto, gentileza nem sempre gera gentileza.

 

Tem indivíduo que não possui empatia, nem compaixão, misericórdia, arrependimento. Indivíduo assim não tem possibilidade de recuperação e inclusão na sociedade. Trata-se de um condutopata (utilizando aqui uma expressão do psiquiatra forense Dr. Guido Palomba). De acordo com o Dr. Guido, todo condutopata nasce condutopata, se desenvolve assim e morrerá assim. Por isso, precisa ser retirado do convívio com a sociedade, ficar cerceado, contido, e trabalhando, pagando pelo mal que fez.

 

O condutopata ainda é um enigma indecifrável, porque nada, absolutamente nada, até o momento, consegue reverter a mente e o comportamento do condutopata. Nada. Nenhuma psicoterapia surte efeito, nenhum medicamento psiquiátrico obtém resultado, nenhuma eletroconvulsoterapia é eficiente, e nem mesmo o exorcismo é eficaz. Nada funciona.

 

Dr. Jacob Pinheiro Goldberg, advogado criminalista, assistente social e psicanalista, afirmou enfaticamente: "Tem gente que não presta mesmo. Nem pena de morte resolve, porque virando cadáver, é esterco ruim. Estraga a terra. Bandido é bandido, gente boa é gente boa."

 

Pronto e ponto. Temos que ter esse bom senso, cultivar esse discernimento, para melhor proteger a integridade da nossa Família, especialmente os mais frágeis, inocentes e indefesos.

 

Quem tem bom senso, força e coragem, protege a Família, principalmente em dois momentos festivos que podem se tornar muito perigosos quando mal comemorados: Ano Novo e Carnaval, onde a perversidade e a libertinagem ganham espaço, e Satã, além de aplaudir, dá gargalhadas e ganha novos adeptos, que são as pessoas maldosas fazendo suas maldades (Mateus 15, 19).

 

O alerta já foi dado por Isaías: "Ai dos que chamam o mal de bem e o bem de mal; que dizem que as trevas são luz e a luz, trevas; que afirmam que o amargo é doce e o doce é amargo!" (Is 5, 20).

 

Tome muito cuidado com a conversinha cretina e covarde de muita gente por aí que defende o criminoso perverso, condutopata, gente que pretende compreender, que deseja tolerar a maldade, que tem compaixão pelo malfeitor, afirmando ser ele "vítima da sociedade", e que chama pecado de cultura ou contexto, invertendo os valores da ética.

 

Vítima da sociedade? Não. Tem gente que é mau caráter mesmo. Tem gente que é mal educada mesmo. Tem indivíduo que é criminoso sim.

 

Nem todo mundo é bonzinho. Desde quando tem gente boa e gente ruim no mundo? A resposta é simples: Desde o princípio da nossa história.

Caim matou Abel. Eram irmãos e não viviam na favela. Viviam no Paraíso.

 

Até Jesus de Nazaré foi contundente, afirmando ser melhor um malfeitor ser lançado ao fundo do mar, com uma grande e pesada pedra pendurada sobre o pescoço, do que escandalizar uma criança humilde, inocente e indefesa (Mateus 18, 1-14).

 

Reitero: Essa repetida historieta de um criminoso ser "vítima da sociedade" é balela, conversa fiada.

 

Releia os pensamentos dos dois grandes especialistas em criminalidade, citados acima, Dr. Guido Palomba e Dr. Jacob Pinheiro Goldberg.

 

Traumas, ainda que de maneiras variadas e em contextos diversos, todos nós temos. Mas nenhum trauma tem força determinante maior sobre o "eu", sobre a conduta, do que a capacidade de restauração natural e sobrenatural.

A mente, o coração e a conduta podem ser transformadas, aperfeiçoadas, libertas, curadas. A essência humana é muito mais poderosa do que qualquer trauma. Todos nós carregamos a chama de Cristo - uma luz que irradia e não se apaga. A luz dissipa as trevas. O bem tem mais direito que o mal.

 

Por isso, como bem refletiu e instruiu S. Paulo (Efésios 4, 22), é necessário "despir-se do velho homem". Quer dizer: Abandonar hábitos e costumes doentios, ilusórios, efêmeros, enganosos, vergonhosos, pecaminosos, para que então, renovado na mente e transformado no coração, surja o "novo homem", o ser humano (homem e mulher) verdadeiramente criativo, restaurado, compassivo, solícito, inteligente, sensível, promotor da justiça e da paz.

 

Essa é a dinâmica da santificação. Ser santo não é ser perfeito. Ser santo é ser gente, e a gente tem "defeito". 

Sabemos: Nós temos limitações, fragilidades, impulsos, imperfeições. Diante disso, o processo diário de aperfeiçoamento pessoal é necessário e salutar.

 

"Sejam santos, porque Eu sou santo" (Levítico 11, 44).

"Sejam santos, porque o meu Pai é santo" (1 Pedro 1, 15).

"Esforcem-se para viver em paz com todos e procurem ter uma vida santa, sem a qual ninguém verá o Senhor" (Hebreus 12, 14).

 

A nossa alma é de natureza imaterial, espiritual, imortal, ou seja, ela tem a mesma natureza de Deus, e Deus é Espírito, Deus é eterno.

 

Somos seres espirituais passando por uma experiência na Terra.

Que sejamos, portanto, conscientes peregrinos terrestres e viajantes da eternidade, com prudência, sobriedade, respeito e responsabilidade.

 

Ânimo! Força e coragem.

 

Somente entendendo assim e fazendo assim dá pra dizer e desejar: Feliz Ano Novo!

 

Rodrigo Fernando Ribeiro

Psicólogo - CRP-04/26033

 


COLUNISTA
Rodrigo Fernando Ribeiro
Psicólogo - CRP-04/26033
(Contato: 35 9 8875-5030)


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